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Adeus Ao Passado  escrito em domingo 26 abril 2009 14:39

Blog de cantinhodanina :Cantinho da Nina, Adeus Ao Passado

 

Não sei vocês, mas até alguns meses atrás eu era daquelas pessoas que viviam apegadas ao que já aconteceu e não volta mais? Nossa, se eu soubesse antes o quanto estava acabando com a minha própria felicidade... É, porque enquanto fiquei atada, presa a energias do passado, minha vida dificilmente fluiu. E quer saber? Saudosismo está fora de moda.

Sei que não devo me esquecer de onde vim, de tudo que fiz e dos vários caminhos que percorri durante a vida. Não posso esquecer, sobretudo, das minhas vitórias, quedas e lutas. Também tenho que cultivar a memória das pessoas que conheci. Isso se chama reconhecimento e aprendizado. O grande problema é quando cultuamos o passado e deixamos de alimentar o nosso presente.

Ora, é como se a todo instante abríssemos a gaveta da nossa história. O que isso tem de enriquecedor? Nada: isso é puro atraso de vida! Pessoal, vamos exercitar o desprendimento. Tenha a certeza de que tudo ficará mais claro se você caminhar com o coração renovado. Não é tarefa das mais fáceis. É preciso ter coragem e ousadia. Diga a si mesma: "Eu não preciso mais disso. Esse passado não me traz nenhum benefício. E quando só restarem as lembranças das alegrias, do bem que os outros fizeram, das rosas secas (mas carregadas de amor), haverá mais espaço para novas experiências e novos encontros".

Uh... já sei. Você ainda pensa naquele amor que viveu. Tudo bem, vou ensinar a você um exercício para se libertar dele. Desligue-se de tudo, sabendo que a mente não tem limites. Em pensamento, chame essa pessoa de volta. Imagine que você está segurando as mãos dela. É natural que as emoções comecem a aparecer. Chore se tiver vontade. Mentalmente, diga à pessoa tudo que você sente. Agradeça pelas coisas boas que ela trouxe à sua vida. Algo feriu seu coração? Diga também. Fale tudo que você esperava para o futuro: "Eu gostaria...". E assuma sua decepção: "Eu estou decepcionada porque nós não poderemos [complete a frase]". Sinta o seu corpo aberto — permita que seus sentimentos venham à tona, como se fizesse uma limpeza interior.
Chegou a hora de aceitar totalmente a realidade. Sinta esse amor dentro de você — um amor que deixa a pessoa partir. Um gesto gracioso de soltar. Diga a essa pessoa: "Agora você pode ir. Eu vou ficar bem". Aos poucos você vai se sentir limpa, honesta e tranqüila, como quem respeita a vida e é respeitada por ela. Vá voltando, respirando fundo e soltando o ar. Deixe ir, junto com o ar, a imagem da pessoa, o cansaço, a dor e a angústia. Você vai notar como se sentirá mais aliviada.

Outro trabalho simples e efetivo para deixar o passado partir é pronunciar a palavra "harmonia". Mas precisa ser uma harmonia de coração. Harmonia é a crença de que podemos fazer tudo pelo nosso bem — sem estresse, guerras ou briga. Harmonia é estar centrada na paz, de uma maneira inteligente. Vamos lá, pronuncie: HARMONIA. Uma vez estabelecida, essa energia positiva começará a fluir. Com certeza você ficara bem, equilibrada leve e solta. Sem amarras sem apegos. No presente e o melhor de tudo feliz.

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Você É A Única Pessoa Que Pode Se Dar O Que Você Deseja  escrito em sexta 24 abril 2009 14:53

Blog de cantinhodanina :Cantinho da Nina, Você É A Única Pessoa Que Pode Se Dar O Que Você Deseja

 

Seguir pela vida esperando encontrar alguém que possa preencher as suas carências ou atender as suas necessidades é abrir mão de estar no comando da sua própria vida. Acreditar que uma outra pessoa poderá fazer com que você se sinta bem consigo mesmo é ilusão.

A auto-estima, esse termômetro que determina o que sentimos em relação a nós mesmas é o resultado de uma construção consciente ou inconsciente.

Geralmente, a partir das circunstâncias do nascimento, das experiências da infância e dos primeiros relacionamentos com pessoa importante da nossa vida, formamos uma auto-imagem que irá se refletindo pela vida. E essa auto-imagem determina a nossa auto-estima e a forma como nos relacionamos com o nosso próprio ser.

Se você recebeu amor, respeito, reconhecimento da sua individualidade e necessidades, ganhou o presente de recursos valiosos para o seu processo de crescimento. Mas se, como a maioria das pessoas, você sofreu abuso emocional na infância, foi rejeitado, desrespeitado em suas necessidades, cresceu alimentando a crença de que não tem valor e, portanto, que não merece ser amada.

O que acontece com as pessoa que tem uma baixa auto-estima é que elas seguem pela vida vivendo relacionamentos que são, na verdade, um reflexo do relacionamento que tem com elas mesmas.

Esse vazio, provocado pela sensação de desamparo, pode ser a causa de comportamentos compulsivos, como o alcoolismo, comer em excesso, viver relações de dependência e muitos outros padrões autodestrutivos. Essas pessoas sofrem a falta de amor próprio, esse sentimento faz com que possamos reconhecer nosso valor e nos validar, acolhendo os nossos sentimentos com aceitação e generosidade. Elas buscam o amor desesperadamente, sem saber que antes, é preciso encontra-lo dentro de si.

Por isso, confundem amor com outras necessidades e não se dão conta que vivem de sonhos, construindo fantasias de príncipes e de princesas encantadas como uma forma de não entrar em contato com a própria dor.

Se você espera encontrar alguém que o resgate de si própria e transforme a sua vida, cuidado. Você pode estar construindo armadilhas que a manterão presa a falsa crença de que as soluções virão de fora.

Isso faz com que você projete nas outras pessoas o que gostaria que elas fossem, sem perceber a realidade do que são. Assim, passa um relacionamento para o próximo, acreditando que tudo poderá ser como na sua fantasia, só para se decepcionar depois. Ou então, você se isola e se justifica de diversas formas, sem se dar conta de que está apenas se enganando. Busca o amor, mas nunca o encontra.

Os viciados em relacionamentos e os que os evitam, costumam atribuir a culpa dos seus insucessos aos outros. As outras pessoas é que são os problemas quando você se coloca no papel de vitima. É mais fácil culpar os outros e atribuir a eles a responsabilidade pelo que lhe acontece.

O fato é que apontar culpados e lamentar experiências passadas é apenas mais uma forma de não ser feliz. Se você deseja viver um relacionamento amoroso verdadeiro, precisa buscar a verdade dentro de você.

É preciso coragem para olhar para si própria e reconhecer o que esteve guardando todo esse tempo no seu interior.

É como fazer uma faxina quando tudo está aparentemente arrumado e limpo. À medida que vai tirando os móveis do lugar, abrindo gavetas, vasculhando armários, parece que tudo se transforma numa grande confusão. As paredes apresentam manchas, rachaduras, o pó se acumula sob os tapetes, tudo fica fora de ordem.

Da mesma forma, entrar em contato consigo mesma costuma fazer uma sensação de confusão e desconforto. Antes de saber o que fazer – e como fazer – para curar a sua vida, você terá que examinar tudo o que encontrar nessa busca. A busca do seu verdadeiro ser.

Se passar por esse processo com aceitação, observando-se sem julgamentos, poderá se dar o primeiro dos presentes que estão por chegar: o acolhimento de quem você é, exatamente da forma como é, sem se negar ou se justificar.

Então, já não precisará encontrar alguém que tome para si a tarefa de cuidar de você e de se responsabilizar por sua vida. Compreenderá que a capacidade de satisfazer as suas necessidades se acha dentro de você.

A única pessoa que poderá lhe dar tudo aquilo que você deseja é você mesma.

Ao estar em contato com os seus sentimentos, sem nega-los, aceitando o próprio medo, a vergonha, a culpa, a insegurança e o que quer que encontre dentro do seu coração, perceberá que tudo a sua volta também está mudando.

Entenderá que todos os relacionamentos que temos, as situações que vivemos são um reflexo do nosso relacionamento com a nossa pessoa. Então, você descobrirá que todas as suas experiências tornam-se as ferramentas para a sua felicidade.

Em vez de culpar os outros pelos seus fracassos, reconhece que os fracassos não existem, são apenas resultados da forma como você tem vivido. E se dá conta de que a dor é um alerta que avisa que você está se afastando do caminho, e aprende a usa-la como uma bússola. Um instrumento que a avisa quando você está na direção errada e que permite que você desenvolva a capacidade de corrigir a rota sempre que se afastar do alvo.

Descobrirá que o amor que esteve procurando se encontrava o tempo todo, dentro do seu coração. Um amor que começa por você e se estende na direção do outro. Infinito, capaz de curar todas as feridas. Esse amor passa a ser a sua força e o seu poder.

Você estará vivendo uma aventura maravilhosa, a aventura do autoconhecimento. Através desse processo, persistindo e mantendo a disposição para se encontrar, descobrirá que é um ser inteiro, persistindo e mantendo a disposição para se encontrar, descobrirá que é um ser inteiro, pleno, capaz de realizar o que quer que seja. Poderá então, atrair para a sua vida a experiência de amar e ser amado.

Quando estiver pronta, encontrara aquela pessoa com quem compartilhar a sua alegria, respeitando e sendo respeitada, vivendo, enfim, uma amor de verdade.

 

 

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Selo Mulher Bem Resolvida  escrito em quarta 22 abril 2009 18:34

Blog de cantinhodanina :Cantinho da Nina, Selo Mulher Bem Resolvida

 

Recebi esse selo do blog http://cantinhosweetlove.loveblog.com.br/

 

As regras ao receber o selo são:

1 – Publicar o selo em seu blog.

2 – Publicar o link de quem você recebeu o selo.

3 – Escolher 15 mulheres bem resolvidas.

4 - Avisar as escolhidas do selo.

 

Minhas 15 mulheres bem resolvidas são:

 

1 – Rafaela: http://segredosdaalma.spaceblog.com.br/

2 – Kamilinha: http://kamendes.loveblog.com.br/

3 – Lunary: http://paginasreviradas.spaceblog.com.br/

4 – Amanda: http://sabaoempo.spaceblog.com.br

5 – Ana: http://recordacoesdaana.spaceblog.com.br/

6 – Manu: http://manuzinhaleao.spaceblog.com.br/

7 – Ana: http://diariodosaltosebaixos.spaceblog.com.br/

8 – Andréia: http://andreiamorais21.spaceblog.com.br/

9 – Bella: http://quotidiano.spaceblog.com.br/

10 - Bia: http://biasanttos.spaceblog.com.br/

11 – Cidinha: http://cidynha.spaceblog.com.br/

12 – Dani: http://danielleoliveira.spaceblog.com.br/

13 – Ellen: http://ellenpinheiro.loveblog.com.br/

14 - Gaby: http://gabyzynhalila.spaceblog.com.br

15 – Jociane: http://estripulia.spaceblog.com.br/

 

 

  

 

Pessoal, adoro os selinhos que sempre recebo de vocês, no começo confesso que eu adorava muito mais, é verdade, mas acontece que do meu ponto vista já perdeu o sentido. Cada dia é inventado um selo diferente, agora tem que indicar 20 amigos, acho demais isso.

Infelizmente meu tempo se tornou muito mais escasso do que realmente já era, e não tenho mais disponibilidade para ficar mandando selinho para os outros. Além do tempo que dedico, tempo esse que eu poderia estar escrevendo um outro tipo de artigo, não vejo mais sentido.

Desde já agradeço a compreensão de todos os meus amigos e amigas blogueiros.

 

 

Um grande abraço

 

 

Nina

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Solidão  escrito em segunda 20 abril 2009 13:57

Blog de cantinhodanina :Cantinho da Nina, Solidão

 

Juliana - chora baixinho enquanto o marido ressona ao seu lado na cama. A pior solidão: a solidão a dois.

Verônica - olha através da vidraça os pingos de chuva. São melancólicos e tristes como sua vida. O telefone está ao lado. Silencioso, maldoso. Não toca! Ela espera um telefonema do namorado. Nada! Sentada no sofá remói uma solidão doída feita de finais de semana vazios e longos. E, ele não telefona!

Maria - corre para o quarto e fecha a porta. A casa está cheia e os parentes falam muito enquanto comem macarronada. No entanto, seu coração está solitário e triste.

João - chega ao escritório. A mesa lotada de serviço e o vozerio dos funcionários ecoam em seus ouvidos. Segunda-feira ensolarada! No entanto, João se sente extremamente só!

Sentir-se só e estar sozinha são coisas muito diferentes. Uma pessoa que mora sozinha pode se sentir bem e segura. Outra vive rodeada de amigos e se sente muito só.

Somos emocionalmente instáveis, sensíveis ao estímulos exteriores. Problemas do mundo, na família e na comunidade podem nos afetar e mexer com nossos sentimentos mais profundos.

Se você sempre se sente só deve refletir sobre seus sentimentos e avaliar a sua vida. Esta solidão doída e freqüente pode ser o sintoma de um início de depressão ou então uma sensação passageira. A sensação de se sentir separada das pessoas incomoda muito.
O mundo moderno oferece uma gama de recursos para a aproximação entre as pessoas: internet, Tv, rádio, telefone e celular. Estes recursos feitos pelo homem também são falhos. A máquina pode falhar.

Nas datas festivas, esta sensação de isolamento e solidão pode piorar. Datas como: Natal, Ano Novo, aniversário. Pessoas que têm tendência à depressão costumam se sentir muito tristes nestes dias. Algumas relembram sofrimentos passados, perdas de pessoas amadas, etc. Neste momento, procure estar ao lado de pessoas amigas. A proximidade dos parentes e dos amigos pode ajudar quando as datas festivas são relembradas com tristeza.

Vez ou outra podemos nos sentir sozinhos. Isso não é ruim! Pode ser um bom momento para avaliar os seus sentimentos. Procurar nos estímulos externos a saída para a solidão nem sempre funciona. Nascemos sós e morreremos sós. Vivemos nossa experiência individualmente. Uma amiga, familiar ou a pessoa amada podem nos ajudar a viver melhor, mas a experiência de cada um é vivida individualmente.

Algumas pessoas se sentem sozinhas, porque não têm um amor. Outras pessoas se sentem sozinhas porque têm um amor e ele causa sofrimento.

Se você aprender a viver bem consigo mesma estará sempre mais forte embora se sinta sozinha algumas vezes. Saiba que as situações são passageiras e tudo muda constantemente. Recicle-se interiormente. Esta é a saída para o vazio interior e a sensação cruel de isolamento.

Procure outras formas de contato social ou lazer. Se você se sente mal dentro de casa, saia e dê uma volta. Se está entre os amigos e mesmo assim se sente solitária volte para casa. Procure um bom livro ou ouça uma boa música. Mantenha suas emoções sob controle. Você não pode controlar os acontecimentos à sua volta, mas pode controlar suas emoções.

Sentir-se só é diferente de se sentir triste ou desesperada. Avalie muito bem o termômetro do seu coração. Volte-se para si mesma e dentro de você encontrará a resposta para suas perguntas.

Quando o desespero e a ansiedade se aliam à sensação de se sentir só, procure ajuda! Sua essência interior sempre busca a felicidade e a alegria. A raiz das nossas emoções reside em nossos pensamentos, sentimentos e atitudes.

Lembre-se: Você nasceu para ser feliz! Você não nasceu para sofrer!

Muitas pessoas se queixam de solidão e são as responsáveis por seu universo solitário e ruim. Possuem um temperamento difícil, são intolerantes ou egoístas e acabam afastando as pessoas. Outras se queixam muito o tempo todo e quando caem em si, todos se afastaram. Pense nisso!

Algumas pessoas se queixam que não tem facilidade para arrumar um amor e estão sempre sozinhas. No entanto, não saem de casa e se isolam das pessoas. Outras mantém uma expectativa muito alta sobre as pessoas. Quando alguém as decepciona elas se fecham em si mesmas e acusam o mundo de responsável por sua solidão e tristeza.

Somos o resultado de nossos pensamentos e atitudes. Cada atitude nos atrai para determinada situação. Está em nossas mãos maior qualidade de vida.

Você é sempre responsável por sua solidão ou tristeza. Somente você e não os outros. Acredite que todos os momentos ruins passam e que, há sempre luz no final do túnel. A Fé e a Esperança são boas aliadas para manter a solidão doentia longe de você. Um comportamento otimista atrai as pessoas e favorece o contato social.

Vamos! Enxugue as lágrimas e acredite que é um ser único e especial! Quantas pessoas esperam por uma amiga como você! Xô .... Xô... Solidão!

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A Mulher De ...  escrito em sábado 18 abril 2009 16:30

Blog de cantinhodanina :Cantinho da Nina, A Mulher De ...

 

Dia desses lendo um livro me deparei com uma crônica do Marcelo Rubens Paiva que fez com que eu desse boas gargalhadas sozinha. Me identifiquei em vários pontos e fiquei imaginando o futuro, mas me identifiquei mesmo foi com o trecho onde a mulher troca o namorado por um “arquiteto duro”. Não por ser uma estudante de arquitetura, mas por estar perdidamente encantada por um arquiteto.

Apesar do texto ser um pouco extenso, leiam até o final, acreditem além de valer a pena à leitura, tenho certeza que lhe renderá boas gargalhadas.

 

 

A mulher de 14 anos é garota, apaixonada pelos pais, tios e avós, pelo cachorro, pelos professores e amigas, pelo recreio e jardim, pelas abelhas que vivem nele, pelo travesseiro molinho de fronha de bolinhas, por sorvete de morango e esmalte rosa.

A garota de 16 anos é quase mulher, vive um momento novo, é olhada de outra maneira, maneira diferente da que está acostumada: provocada. É apaixonada pelo vizinho que joga vôlei na seleção sub-20 e tem uns cabelos desalinhados e uma namorada ciumenta, com quem sempre briga no pátio do prédio, e com quem sempre faz as pazes depois de ela chorar 45 minutos ininterruptos.

A garota-mulher de 17 anos conhece no cursinho um garoto de 17 anos, por quem se apaixona. Namoram. O primeiro grande namorado. Continua apaixonada pelos pais, amigas, tios, avós, cachorro, que sente que ela já não passeia com ele como antes, pela escola e jardim, onde se deita na grama para pensar, no travesseiro molinho, que dorme entre as pernas agora. E nem liga para o jogador de vôlei, que está noivo daquela mala. Usa esmalte vermelho agora. A mulher de 18 anos não namora mais aquele carinha do cursinho, moleque demais. Descobre qeu gosta de beber e dançar, e está apaixonada por um guitarrista. Vai a todos os shows da banda dele, canta as músicas de cor. Mas o músico, sempre bêbado, deita-se com ela e dorme, deita-se com ela e com outras; ninguém é de ninguém. Ela se pergunta se com as outras ele é mais carinhoso. Usa esmalte roxo.

A mulher de 19 anos sente uma atração enorme pelo sócio do pai, sensação que a deixa perplexa, pois conhece o cara desde pequena. Sente uma atração especial por muitos homens, como se quisesse provoca-los, seduzir sem culpa, mas não é paixão pelo outro, é atração pela vida, é prazer pela reação que sua presença causa nos homens. Ela está apaixonada pela paixão e poder.

A mulher de 20 anos está apaixonada por ela mesma. Dá um beijo no sócio do pai. Fica com ele numa festa. E fica também com uma amiga no banheiro, na mesma festa. Ela sabe agora como armar sua teia, como se apaixonar e deixar os outros apaixonados. Aproveita e fica com o jogador de vôlei, que largou o esporte e vende carros, não tem mais cabelos longos e se casou. E fica dias ouvindo Billie Holiday.

A mulher de 21 anos quer beijar todo mundo, seduzir todo mundo, viajar com todo mundo, comer todas as comidas, beber. Vai pro motel com o sócio do pai. Vira sua amante. Ele é maduro, gostoso, tarado e divertido. Tem 30 anos a mais do que ela.

Aos 22, seu hobby é provoca-lo, quando ele e a mulher jantam na sua casa com seus pais. O que ela faz sentada na mesa? Absolutamente nada. Nem olha. Nem fala. Como uma mocinha emburrada. Para de sair com ele, depois que ele no motel a chamou de criança mimada.

A mulher de 23 anos descobre que sente mais por um arquiteto duro do que sentiu por todos os homens anteriores e fica absurdamente insegura, tonta. Namoram. Ela tem um ciúme injustificável. Sofre o tempo todo. Algo mudou. Descobre que não está apaixonada, que é muito mais. Descobre que está amando, mas tem dúvidas, é isso mesmo, amor?

Depois de um namoro intenso, com indas e vindas, a mulher de 26 anos larga o primeiro amor. Ninguém a avisou antes que amor traz dor. Fica um tempo sozinha, na balada, bebendo com as amigas, dançando. Está apaixonada pelo trabalho. É a sua prioridade agora.

Aos 27, volta pro arquiteto; ela estava carente. Mas não descarta os outros, especialmente o irmão gostoso do seu chefe, um cliente casado, o ex de uma amiga e o amigo de 18 anos da sua irmã caçula.

A mulher de 28 anos tem uma paixão absurda por um cara que faz cinema, com quem tem afinidades e química. Briga de novo com seu primeiro amor. É promovida, ganha mais. Namora o cara. Um namoro calmo, mas inseguro. Porque ela acha o cara demais. Ela e todas as vacas da cidade, que não param de ligar pra ele, mandar e-mails. O cara fez três curtas já e capta para um longa que ele mesmo roteirizou. A mulher de 29 anos, pela primeira vez na vida, encontra um cara com quem pensa em se casar, o cineasta, e se sente muito insegura. Muito apaixonada. Muito mulher. Por isso, volta a sair com o ex, o arquiteto duro. Sai com os dois. Surpreendentemente, na véspera do Natal, briga com os dois. E vaisozinha pra Bahia, com uma pilha de livros de poesia (Sylvia Plath, T.S. Elliot e Leminski). Escreve em seu diário: "I don't feel like a part of anything".

A mulher de 30 anos não é apaixonada por ninguém, quer apenas concluir o mestrado e passar um tempo em Barcelona. Não quer se casar, nem pensa em engravidar. Amor é para profissionais. Fica com um cozinheiro catalão, perdão, um chefe de cozinha. E morre de saudades do Brasil. E do seu cachorro, que morreu. Pinta as unhas de preto.

A mulher de 31 cansa de ser estrangeira, volta ao Brasil e quer se casar, mas não com o catalão, que não sai da Espanha. Ela volta pra sua cidade, seu País, aluga um apê nos Jardins. Ela sabe que o ideal é um carinha bonzinho, que lhe dá segurança, que pode ser um grande pai. Liga pro ex, o primeiro amor, que conheceu aos 23 anos, largou a arquitetura e trabalha com o pai, que fabrica esmaltes. Era o único com quem trocava e-mails de Barcelona. Ela, pouco a pouco, o seduz, e ele se deixar levar. Namoram. Todos os amigos recriminam: “De novo?!” Foda-se o mundo. Casam-se. Nada oficial, ele vai morar com ela.

A mulher de 32 apaixona-se pelo filho que acaba de nascer. A coisa mais fofa do mundo. Casar é duro, ela descobre. Casamento é outra praia. De tombo e correntezas. Casamento é insistir num projeto contra o que as tentações conspiram. Vai ao cinema quando pode. Ao invés de assistir o filme do ex-namorado cineasta, que estreava, entra na sala ao lado.

A mulher de 33 anos está firme no trabalho, tem babá, uma infra legal e o marido que é dedicado, tão apaixonado pelo filho, que até dá um certo ciúme. Eles não tem aquela vida sexual de antigamente. Jogam gamão na casa de amigos. Não querem, de jeito nenhum, que o filho atrapalhe a rotina de um casal padrão.

A mulher de 34 anos se apaixona pelo novo filhinho, o segundo, que figura, que lindura, que fofura... O casal compra uma tevê de plasma enorme, com um som potente. Convidam amigos. Agora, ele cozinha, abre vinhos; fez até curso com um sommelier famoso e comprou aquela geladeirinha própria. Pensam em construir uma piscina nos fundos para as crianças. No Natal, ela dá um chapéu de chefe de cozinha com o nome dele grafado. Mas não ganha presentes. De ninguém.

A mulher de 36 se pergunta se ainda é apaixonada pelo marido bonzinho. Tem sonhado muito com outros homens, sonhos eróticos e proibidos, loucos e sem sentido, sonhos que nem uma sonhadora entende. Um sonho erótico pode perturbar mais do que uma noite de amor, porque não se escolhe o personagem. Através do Orkut, acha alguns casos do passado. Como o guitarrista que namorou, que atualmente é de uma igreja fundada por surfistas. Corresponde-se com ele. Chega a marcar um encontro numa livraria. Mas ela não vai.

A mulher de 37 anos tem uma rotina estafante: casa, trabalho, filhos, marido, academia, pais doentes, a construção da piscina, que nunca termina, e cursos de mitologia. Começa a ir sozinha aos cinemas às tardes, já que o marido vive de aeroporto em aeroporto. Numa tarde, assiste ao segundo filme do antigo namorado cineasta, o cara com quem ela teve mais afinidade, a última paixão antes de se casar. Ficou possessa quando se viu na personagem do filme. O enredo era sobre ela! Ele também não a esqueceu. Possessa e vaidosa. Na calçada, diante do pipoqueiro, liga para ele. Surpreendentemente, ele atende, é o mesmo número, tem ainda aquela voz rouca, que acelera o seu coração. Ele diz: “Vem pra cá agora!” Ao invés disso, ela compra pipoca e decide fazer terapia.

A mulher de 38 se apaixona pelo terapeuta, que, a informaram, é gay. Mas todos se apaixonam pelo terapeuta. Ainda mais por esse lacaniano gostoso e lindo de morrer. Também, por que fui escolher justo ele? Resolveram discutir essa maluquice numa sessão, quando, antes de ponto critico, ouve a confissão que a abala: o terapeuta também está apaixonado por ela.

A mulher de 39 anos está apaixonada pelo amante lacaniano, com quem se encontra semanalmente, especialmente nos cinemas, em que se pegam por duas horas na última fileira comendo pipoca. Há um ano, ela não transa com o marido. Desconfia que o marido tem outra. Briga com o amante. Resolve se dedicar à família, a qualidade de vida, ao corpo: malha, corre, faz meditação, massagem e, vez por outra, um ebó para Iansã. Para de comer pipoca.

A mulher de 40 anos, ao acordar numa tarde chuvosa, encontra o marido na sala com três malas, que diz: “precisamos conversar.” E recebe a noticia de que ele está apaixonado por uma aeromoça de 24 anos da BRA e vai se mudar para o flat dela. Enquanto ele enumera os motivos, ela pensa: “Da BRA?! Porque não da British ou Air France?” E fala uma frase que causa no marido um ataque de risos: “Agora que acabou a reforma da piscina?”

A mulher de 41 anos liga para o terapeuta, ex-amante, sai com ele e diz que quer ter um filho. O cara, apesar de lacaniano maduro, da um sumidão sem classe.

A mulher de 42 anos sai com as amigas para beber e dançar. Vai a lugares de gente jovem, recebe cantadas de moleques, sai com alguns deles: um escritor bissexual de 25 anos, um DJ dinamarquês todo tatuado, um judeu que toca salsa no piano de um bar cubano.

Aos 43 anos, tomando café nos Jardins, reencontra o ex-namorado, o cineasta, que está com o terceiro longa a caminho de Cannes. Tomam quatro cafés. Falam de todos os filmes que viram na década. Ele finalmente pergunta por que ela o largou. Ela sugere pedir a conta. Vão a um motel imediatamente. Vão para Cannes dois dias depois; ele faz parte do festival de cinema. Ela se diverte com o glamour da cidade, com toda a atenção que recebem e com o charme e as gentilezas do ex, mas detesta seu terceiro filme, que passa na mostra paralela. Detesta tanto, que volta na manhã seguinte para São Paulo.

O cineasta brasileiro de três longas sorri quando lê o bilhete entregue no hotel com um champanhe e flores da acompanhante pedindo desculpas, afirmando que aquele mundo não era dela, que ela ficou lisonjeada pelo convite, que a França é tudo, mas que voltava para sua vida e filhos. Ele sabe que ela não gostou do filme. Sentiu isso na première e no jantar posterior. Ele nem pensou em fazer as malas, correr para o aeroporto. Não deixaria sua agente para trás, que montara uma agenda com encontros importantes, contratos, roteiristas, produtores e um café da manhã com Scarlett Johansson, que falou sem parar, enquanto ele se lembrava da ex.

Fim do festival. Ele pega o avião para o Brasil. Em São Paulo, dirige-se direto para a casa da mulher de 43 anos que tanto ama. Abre a porta um menino num skate, seguido por um menor vestido de batman. Aparece a mãe que, ao vê-lo, sorri sem graça. Ele entrega uma pilha de recortes de jornal. Ela lê de relance. São criticas em varias línguas arrasando com o filme. Ela ri e apresenta os filhos. O almoço está na mesa. A mulher de 43 anos então pergunta por que o cineasta de três longas não se junta a eles.

 

 

E você leitora, se identificou com o texto em algum momento?? Deixe seu comentário!!

 

 

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